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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Até já querem tirar os feriados!

Eles já não sabem o que defendem para continuar a comer tudo e a não deixar nada.

Agora vêm com a invenção da retirada de alguns feriados como se fossem alguns dias de descanso anual que alterassem a situação caótica em que o País se encontra.

Enquanto os lucros abundaram e a vida lhes corria às mil maravilhas, sem nenhum beliscão nos seus rendimentos, eles só falavam por altura da negociação dos contratos de trabalho, agora, que as contas chorudas podem diminuir um pouco, já querem cortar em direitos livremente aceites alguns muito antes da própria liberdade.

Ainda bem que algumas consciências dizem não a este absurdo, porque da parte de quem trabalha já basta a incerteza que domina em todo o lado, hoje têm trabalho mas o amanhã é tão incerto que a vida fica cada vez mais adiada.

O mais ridículo desta proposta é que ela surge no ano em que muitos feriados calham em fins de semana. Para desgraça já basta esta.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais desemprego! São precisas mais medidas concretas!

Infelizmente, a onda de subida do número de desempregados na Madeira, continua a aumentar e em Abril já atingiu as 11844 pessoas o que significa um aumento de 35% em relação ao mês homólogo, ou seja Abril de 2008, e um aumento de 3,4% em relação ao mês anterior.

Será que vai ser desta que vamos ouvir palavras de preocupação dos responsáveis governamentais desta Terra? Será que é desta que o Secretário responsável pela Tutela vai reconhecer, que afinal era mentiroso, quando dizia que o desemprego na Madeira estava em queda?

Será que perante esta situação o Secretário vai reconhecer que a sua "paz social" de algibeira é um logro, que não resolve coisa nenhuma, e que só serve para calar, quem já não tem força para lutar?

Estou verdadeiramente preocupada com esta situação e acho que está a fazer falta um grande debate regional sobre o tema, que junte os responsáveis políticos, empresariais e sindicais, com a obrigatoriedade de encontrarem compromissos, que parem esta sangria, que está a lançar para a exclusão social, cada vez maior número de pessoas.

É tempo de ter coragem para assumir responsabilidades e por exemplo, exigir aos empresários do Savoy que, que paguem uma parte dos salários aos seus trabalhadores, e, quando reiniciarem a actividade, os mesmos sejam recolocados nos seus postos de trabalho. O Governo deverá assegurar, através dos meios legais ao seu alcance, o pagamento da outra parte, entretanto os trabalhadores, através do sindicato, comprometiam-se a actualizar a sua formação, para estarem aptos às novas exigências do novo hotel.

Sei que tudo envolve responsabilidade, mas é hora de passar das palavras aos actos, e para uma nova situação, tem que haver novas respostas. Não é com slogans e palavras de circunstância que o desemprego vai ser estancado é com propostas e compromissos de salvaguarda dos postos de trabalho. Pelo menos em Maio os trabalhadores do Savoy continuavam empregados!

Talvez digam que tudo isto é utopia, mas podia ou não ser feito? Servia ou não todas as partes? Evitava ou não o aumento do desemprego? obrigava a compromissos? claro que sim. Mas não seriam melhor do que o impasse actual?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Visita à Madeira, com toda a hipocrisia do costume

O Primeiro Ministro veio à Madeira durante 7 horas.

Distribuiu 200 magalhães, reuniu com a única pessoa importante desta terra e com o R. República e depois teve um almoço de trabalho com os senhores empresários hoteleiros.

Do programa da visita não constou uma única iniciativa com os representantes dos trabalhadores, que apenas foram convidados para o repasto, e muito bem disseram que não.

E ainda há pessoas com dúvidas sobre esta atitude? E ainda há pessoas que acham que os trabalhadores tinham que ir bajular o senhor que impulsionou a aprovação do C.Trabalho que permite que despedimentos como o do savoy possam ser feitos.

Realmente existem pessoas nesta terra que só falam dos trabalhadores quando lhes dá jeito para desferirem os seus ataques políticos, mas na hora da verdade onde estão? Concordam com os ataques descabidos feitos ontem no D.Imprensa, por jornalistas, que pensam exactamente como capitalistas, talvez estejam a ganhar com issso, quem sabe?

Isto de ser imparcial na análise da situação política, para muitos, está cada vez mais dificil, porque depois nas situações concretas o que predomina são os interesses, pessoais e de grupo. Por isso mesmo é que gosto de ter opinião, sempre do lado dos que sofrem com os males, deste mundo injusto, e assim, não tenho que andar a fazer, zigue zague, conforme dá jeito a quem agradar.

Já basta ver o espectáculo de hipocrisia que toda esta visita traz. Já basta ver os que ontem disseram, tanto mal uns dos outros, hoje estarem sentados, a comer à mesma mesa, como se fosse a coisa mais normal deste mundo.

Se calhar é por isto mesmo que eu prefiro ser a "contestatária", com muito prazer e sem culpa...

terça-feira, 12 de maio de 2009

E se metessem os sacos plásticos no...

Mais trabalhadores despedidos e desta vez, não porque exista crise, mas porque os capitalistas, sem alma e sem coração, querem construir, com o apoio do Governo Regional, um projecto megalómano, que ainda por cima, vai destruir uma zona bonita do Funchal.

A forma como, Joe Berardo e Horácio Roque, estão a libertar- se dos trabalhadores, é tão desumana e cruel, que devia merecer o repúdio de todos, mas em particular de quem tem o poder para recusar este despedimento, sem um fundamento justificado, pois se a o grupo Savoy quer investir no tal projecto, devia ter garantido que os seus trabalhadores não seriam prejudicados. Era o mínimo que seria de esperar, e é o mínimo, que o Governo Regional e a maioria PSD, na Câmara Municipal do Funchal, deria ter exigido quando deu todo o apoio ao projecto do Savoy.

Já agora, é bom recordar, que o Senhor Verador do PP é o advogado destes empresários sem alma, deixando o espírito Cristão mais uma vez pela hora da morte, pois foi o grande negociador do mega plano, que agora vem colocar, mais de uma centena de pessoas, para o desemprego.

Para além de tudo isto ser desumano, então os sacos de plástico destribuidos, são o pior que já vi. E não ouve nenhum trabalhador que os enfiasse pela cabeça abaixo desses ...

Sei que não se resolve as coisas com posições de desespero, mas estou farta das atitudes politicamente correctas, pois quando uma situação com esta acontece, apetece furar as declarações, que já li nalguns blogues, que não são mais do que, achar tudo normal, desde que se cumpra a lei. Mas qual lei? Não me digam que o novo Código de Trabalho permite situações destas?

Se assim for, para quando o sua entrada no caixote do lixo mais todos os que aprovaram a sua existência?

domingo, 3 de maio de 2009

Faltou muita gente no 1º de Maio

Fiquei atenta à participação no 1º de Maio e verifiquei, era fácil, que muitos que se dizem preocupados com o desemprego, nem sequer apareceram para prestar solidariedade aos muitos trabalhadores que já sentem esse flagelo como por exemplo os do Madeira Palácio que vão esta semana para o desemprego.

Ouve mesmo um partido, o MPT, que veio para a televisão convocar os seus militantes para participarem na manifestação, mas, não só não apareceu ninguém, como os próprios dirigentes que deram a conferência de imprensa estiveram completamente ausentes. A isto chama-se demagogia e da grossa.

Outros, que todos os dias enchem os blogues com os problemas das pessoas, ou foram fazer piquenique na serra, a imitar o SRRH, ou então aproveitaram para gozar o fim de semana alargado porque isto de se sacrificar é chão que já deu uvas. É muito mais fácil blogar no quentinho da casa, não é?...

Se calhar ainda vamos ouvir as doutas opiniões de alguns a dizer que ouve pouca mobilização, blá, blá, blá..., a lata dá para tudo!

O incidente com o candidato Vital Moreira na manifestação da CGTP foi lamentável, e é condenável a todos os níveis, mas também já é tempo do PS entender que o clima social em relação à sua política está demasiado radicalizado e por isso mesmo deveria evitar confrontos destes, porque infelizmente haverá sempre pessoas que confundem políticas com pessoas, lá e cá.

Agora não venha o Primeiro Ministro se fingir de santo e o PCP dizer que não existe sectarismo dos seus miltantes que isso até me dá vontade de rir...

Concluindo e resumindo, é tão fácil falar que se defende os trabalhadores e os desempregados mas quando chega a hora da verdade, onde estão???

E onde estiveram alguns sindicatos que se dizem preocupados com o desemprego? Jornalistas, Comércio, Função Pública, etc...

Foram gozar o feriado porque quem vem para a rua é considerado, ainda um, arruaceiro...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

DESEMPREGO - CATÁSTROFE SOCIAL

O desemprego continua a subir de forma assustadora, quer a nível nacional quer a nível regional.

O número de desempregados já ultrapassa o meio milhão de pessoas e na Madeira já atingiu em Março 11456 desempregados, ( sem contar com os que nem sequer têm direito a se inscrever no desemprego quando estão sem trabalho).

Temos quase 10% de trabalhadores desempregados, um número que nunca tinha acontecido depois da implantação da Autonomia.

O Governo Regional vai continuar a dizer que esta situação não é grave? O Secretário dos Recursos Humanos vai continuar a cantar a mesma ladainha, quando a Madeira, pela primeira vez, atinge e ultrapassa a percentagem do restante território português? Não é desta que muda a cassete repetida há pelo menos uma dúzia de anos?

Ainda não vai ser desta que vão ser tomadas medidas, excepcionais, de protecção a estas pessoas para que as mesmas não venham a engrossar, ainda mais, o exército de pobres, que é cada vez maior na Região?

E o Governo de J. Sócrates quando é que vai encarar a questão do alargamento do período do subsídio de desemprego? Vai continuar com meias medidas ineficazes como a que anunciou, que não abrange a maioria dos que precisam?

Para os que só falam no desemprego regional era bom que se lembrassem que, infelizmente, o País não está melhor e a situação é cada vez mais de catástrofe social.

Não é com arrogâncias nem com o virar a cara para o lado, parecendo estar com contente com o mal dos outros, que se vai ajudar a que a situação mude.

Que "belo" presente deram aos trabalhadores na véspera de mais um aniversário do 25 de Abril.

Não foi para isto, de certeza, que a revolução aconteceu.

Que tristeza!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Não quero a xenefobia na minha Região!

O Presidente do Governo Regional, apoiado numa Resolução do Governo, vem defender um quota mínima para a entrada de trabalhadores estrangeiros, fora da União Europeia, na Madeira.

Já pensaram se esta moda pega o que pode acontecer aos trabalhadores madeirenses que procuram trabalho, fora da união Europeia, que são cada vez mais?

Já pensaram se, por exemplo, Hugo Chaves também lhe desse na "telha" e mandasse embora todos os madeirenses que trabalham na Venezuela?

É demasiada irresponsabilidade. É demasiada xenefobia de um governante, que se nega a admitir a crise que alastra na Madeira e que para disfarçar vem tomar este tipo de medidas, que não só são erradas, como envergonham todos quanto pugnam pela dignidade de quem fora da sua terra procura melhorar a vida.

Mais uma vez poucas são as vozes que se levantam, particularmente na blogosfera, porque é mais fácil discutir futilidades e intrigas do que intervir sobre questões mais sérias.

Considero que todos somos cidadãos do mundo. A globalização da informação em cima do acontecimento coloca-nos perante os problemas dos outros como se fossem nossos, veja-se o que se passou com as eleições Americanas, por isso lamento sinceramente ser cidadã duma Região que tem governantes destes!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

ABAIXO A XENOFOBIA VENHA DE ONDE VIER!

Ainda há dias ouvi o Presidente do Governo dizer que o trabalho existente devia ser dividido pelos residentes, por acaso até disse residentes madeirenses. E agora o que dirá das reivindicações dos trabalhadores Ingleses?
É que isto de abrir a boca e dizer o que se quer tem duras consequências, porque se perde a autoridade para negociar que os madeirenses que são emigrantes, sejam tratados em igualdade de circunstâncias com os trabalhadores do próprio País, onde prestam o trabalho.
E o problema é ainda mais sério quando, os donos das empresas começam a preferir emigrantes, em contraponto com a admissão dos trabalhadores do seu próprio País, porque os de fora sujeitam-se muitas vezes a condições de trabalho, bem piores, e quem fica a ganhar são sempre os empresários.
É o que está a acontecer na Inglaterra e um pouco por toda a Europa e até na Madeira isso acontece.
O problema é quando os emigrantes começarem a chegar e não tiverem emprego. O problema é que nessa altura o presidente do Governo não pode falar com a "boca tão cheia" de disparates destes. Estou curiosa para saber qual vai ser a sua resposta, "politicamente incorrecta", como ele gosta muito de afirmar e afirmou neste caso dos trabalhadores residentes.
Tudo isto pode ser classificado de xenofobia e irresponsabilidade que afinal acaba por, mais uma vez, nos envergonhar. Até quando?...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aumento do desemprego: Afinal quem mentiu? Onde páram os Sindicatos?

Muita polémica gerou um famoso cartaz que foi colado por um partido político que chamava mentiroso ao secretário Brazão de Castro colocando-o com um nariz igual ao do Pinóquio.
Por informações da própria comunicação social soubemos que até processos foram colocados em tribunal. Mas agora perante este aumento estrondoso do desemprego na Região chegou a altura de perguntar:afinal quem era mentiroso? Afinal quem quis tapar o sol com a peneira? Afinal quem merecia um processo em tribunal por enganar os Madeirenses?
Lamentavelmente os números são tão assustadores que não enganam ninguém e por isso mesmo um governante que, não é capaz de falar verdade e de iludir as pessoas com coisas tão sérias, devia ser posto a andar do Governo porque já não é competente para estar num lugar tão sensivel e tão importante como o emprego.
Mas já agora como é possivel haver um aumento de desmpregados, de um mês para outro, Novembro para Dezembro foram mais quase 500 pessoas, sem que se ouvisse denúncias dos sindicatos sobre esta situação? Onde pára o espírito sindical de solidariedade? Onde pára a luta sindical combativa e revolucionária? Onde pára a União dos Sindicatos? Que andam a fazer os seus dirigentes? Onde páram as Centrais Sindicais que têm representação na Madeira?
São muitas perguntas que atravessam o meu pensamento e que na verdade também me preocupam pois sendo verdade que são os governantes os primeiros e principais responsáveis pela situação criada, sobretudo porque têm faltado alternativas concretas para mudar a situação, também é verdade que é preciso que os sindicatos cumpram o seu papel de defender em todas as circuntâncias os interesses de quem trabalha e fazer a denúncia dos despedimentos é fundamental.
Sei que vivemos situações dificeis e que não deve ser fácil o trabalho sindical, nunca foi, mas se ele falha os trabalhadores estão bem piores e é isso que preocupa, sem dúvida, porque para irresponsabilidade já basta a de Brazão de Castro e do seu Governo de 32 anos, que já cheira a mofo...