O que há em mim é sobretudo cansaço -
Não disto, nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossívelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
domingo, 29 de Novembro de 2009
Há dias que a reflexão traz tristeza
Estou sem escrever neste espaço há muitos dias porque ando a trabalhar num projecto que me ocupa o tempo todo, mas também, porque estou a fazer uma reflexão retrospectiva, que só ajuda a perceber quanto por vezes somos ingénuamente maltratados nas nossas aspirações.
Demos ideias aos outros motivados por opiniões que gostaríamos de ter oportunidade de explanar mas essas ideias são aproveitadas para que outros protagonistas possam, se calhar, até rebater as ideias que eram nossas, sem que tenhamos a mesma oportunidade.
Isto não é novo, se calhar é tão velho como outra coisa qualquer, e para muitos não terá importância nenhuma, para mim, desta vez, não caiu bem e aqui deixo o desabafo, pelo menos é de graça e não ofende ninguém, ou "ofende"?
Demos ideias aos outros motivados por opiniões que gostaríamos de ter oportunidade de explanar mas essas ideias são aproveitadas para que outros protagonistas possam, se calhar, até rebater as ideias que eram nossas, sem que tenhamos a mesma oportunidade.
Isto não é novo, se calhar é tão velho como outra coisa qualquer, e para muitos não terá importância nenhuma, para mim, desta vez, não caiu bem e aqui deixo o desabafo, pelo menos é de graça e não ofende ninguém, ou "ofende"?
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domingo, 1 de Novembro de 2009
É preciso ter muita lata!
Há coisas que despertam a atenção mesmo que o marasmo impere.
Então não é que um senhor deputado do PS, com grande cobertura do DN, apresenta o que chama a grande alternativa para a educação e o ensino na Região. Mas afinal não foi o PS que colocou tudo em pé de guerra nesta área? Não foi o PS que quiz alterar as regras do jogo? Agora como é que o PS/ Madeira diz que tem uma alternativa? Porque não a apresentou ao seu partido a nível nacional? Ou continuam a pensar que os madeirenses são burros?
Se calhar até o são quando alguns dão tanta cobertura a esta proposta, quando o PS/M anda pelas ruas da amargura. É preciso ter muita lata, isso sim. Ou então é para distrair das guerras que continuam a entravar a verdadeira democracia na Região que é a continuidade do que se passa com o maior partido da oposição. Maior? Por este caminho ficam tão pequenos como os outros e aí então é que os galos nunca mais saiem do poleiro.
Então não é que um senhor deputado do PS, com grande cobertura do DN, apresenta o que chama a grande alternativa para a educação e o ensino na Região. Mas afinal não foi o PS que colocou tudo em pé de guerra nesta área? Não foi o PS que quiz alterar as regras do jogo? Agora como é que o PS/ Madeira diz que tem uma alternativa? Porque não a apresentou ao seu partido a nível nacional? Ou continuam a pensar que os madeirenses são burros?
Se calhar até o são quando alguns dão tanta cobertura a esta proposta, quando o PS/M anda pelas ruas da amargura. É preciso ter muita lata, isso sim. Ou então é para distrair das guerras que continuam a entravar a verdadeira democracia na Região que é a continuidade do que se passa com o maior partido da oposição. Maior? Por este caminho ficam tão pequenos como os outros e aí então é que os galos nunca mais saiem do poleiro.
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
E os direitos dos não crentes?
Aprendi a gostar de ler Saramago com o "Evangelho" o primeiro livro que li, por acaso durante umas férias, e que para mim foi como se estivesse a ler um "best Seller", enquanto não cheguei ao fim não consegui parar de ler.
Desde essa altura fiquei fã da sua forma de escrever e li outras obras. Gostei mais de umas do que de outras, mas apreciei sobretudo as suas pequenas memórias, pela simplicidade de quem fala da sua vida humilde sem complexos, ao contrário de outras pessoas que conheço que inventam antecedentes familiares, que nunca existiram, pensando que assim ficam mais importantes.
Esta recente polémica sobre o seu último livro de certa forma surpreendeu-me, sobretudo porque considero que José saramago não precisa de tanta publicidade, violenta, para vender um livro. Acho mesmo que as opiniões que ele transmitiu não foram com essa intenção mas sim o de opinar sobre o que pensa, da bíblia e de Deus, e isso ninguém lhe pode proibir, mesmo que essas ideias possam parecer aos crentes provocações. Então os não crentes não são todos os dias bombardeados com ideias provocadoras de quem acredita em seres superiores?
Fala-se muito nos direitos dos crentes mas nunca se fala, que os outros que não acreditam, também devem ter os mesmos direitos de se expressarem, com o mesmo à vontade, e foi isso que fez José Saramago.
Sobre Caim já estou a ler e estou a adorar.
Desde essa altura fiquei fã da sua forma de escrever e li outras obras. Gostei mais de umas do que de outras, mas apreciei sobretudo as suas pequenas memórias, pela simplicidade de quem fala da sua vida humilde sem complexos, ao contrário de outras pessoas que conheço que inventam antecedentes familiares, que nunca existiram, pensando que assim ficam mais importantes.
Esta recente polémica sobre o seu último livro de certa forma surpreendeu-me, sobretudo porque considero que José saramago não precisa de tanta publicidade, violenta, para vender um livro. Acho mesmo que as opiniões que ele transmitiu não foram com essa intenção mas sim o de opinar sobre o que pensa, da bíblia e de Deus, e isso ninguém lhe pode proibir, mesmo que essas ideias possam parecer aos crentes provocações. Então os não crentes não são todos os dias bombardeados com ideias provocadoras de quem acredita em seres superiores?
Fala-se muito nos direitos dos crentes mas nunca se fala, que os outros que não acreditam, também devem ter os mesmos direitos de se expressarem, com o mesmo à vontade, e foi isso que fez José Saramago.
Sobre Caim já estou a ler e estou a adorar.
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segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Anarquia ao poder, já!
Depois de conhecidos os resultados eleitorais, particularmente no Concelho que se julga superior aos outros- o Funchal, só me apetece dizer: Viva a anarquia, viva o espalhafato, viva a aldrabice, viva a palhaçada ( sem ofensa para os verdadeiros palhaços de profissão)!
O povo superior do Funchal preferiu eleger pessoas que não conhece, algumas delas nunca residiram no Funchal, como uma tal f... do Coelho que nem deve conhecer o nome das freguesias mas passa a ser deputada municipal do Funchal. E é isto inteligência superior? Então deixem-me ser burra porque assim não obrigada!
Ainda continuo a preferir um projecto sério e com propostas a estas decisões dum povo cada vez mais anarca e a burrifar-se para isto tudo. É lamentável mas é o que temos. Enfim, a vida felizmente, que não acaba nem começa em eleições, mas que dá pena dá.
O povo superior do Funchal preferiu eleger pessoas que não conhece, algumas delas nunca residiram no Funchal, como uma tal f... do Coelho que nem deve conhecer o nome das freguesias mas passa a ser deputada municipal do Funchal. E é isto inteligência superior? Então deixem-me ser burra porque assim não obrigada!
Ainda continuo a preferir um projecto sério e com propostas a estas decisões dum povo cada vez mais anarca e a burrifar-se para isto tudo. É lamentável mas é o que temos. Enfim, a vida felizmente, que não acaba nem começa em eleições, mas que dá pena dá.
terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Precisa-se de poder a sério sem espectáculos degradantes
Defenitivamente não gosto da política espectáculo sem propostas e só com folclore para dar nas vistas.
Não gosto de partidos que contratam artistas para gozarem da política e achincalharem o que deve ser considerado um serviço público.
Não gosto que gozem das pessoas e as utilizem a seu belo prazer a troco de dinheiro. Não gosto de "políticos" que só se servem da política para achincalharem ainda mais o trabalho sério que alguns (poucos) ainda fazem durante todo o ano e não só quando dá jeito.
É por isso mesmo, que mais uma vez, estou contra que a campanha para as autárquicas esteja a servir de palco a mais umas fantochadas que só levam a mais descrédito e que ajuda a aumentar a abstenção.
Está em causa eleger os representantes do poder local e não uns senhores que só estão interessados em continuar a enxovalhar esse mesmo poder, dando uma ajuda preciosa a que tudo fique na mesma e tenhamos que aturar os mesmos durante mais 4 anos.
Era bom pensarmos se é isto que realmente interessa ou se não estão todos combinados para não aumentar a outra oposição, mais séria e mais credível, porque esses sim é que podem incomodar verdadeiramente o poder instalado há mais de 30 anos.
Até Domingo ainda estão a tempo de reflectir.
Para os que não criticam este tipo de acções e ainda por cima as apoiam, como tenho lido em alguns blogues, acho que devem reflectir sobre o que realmente querem para esta Região e não correrem atrás de "correntes"que são autênticas fantochadas para desviarem a atenção do que realmente é mais importante.
Não gosto de partidos que contratam artistas para gozarem da política e achincalharem o que deve ser considerado um serviço público.
Não gosto que gozem das pessoas e as utilizem a seu belo prazer a troco de dinheiro. Não gosto de "políticos" que só se servem da política para achincalharem ainda mais o trabalho sério que alguns (poucos) ainda fazem durante todo o ano e não só quando dá jeito.
É por isso mesmo, que mais uma vez, estou contra que a campanha para as autárquicas esteja a servir de palco a mais umas fantochadas que só levam a mais descrédito e que ajuda a aumentar a abstenção.
Está em causa eleger os representantes do poder local e não uns senhores que só estão interessados em continuar a enxovalhar esse mesmo poder, dando uma ajuda preciosa a que tudo fique na mesma e tenhamos que aturar os mesmos durante mais 4 anos.
Era bom pensarmos se é isto que realmente interessa ou se não estão todos combinados para não aumentar a outra oposição, mais séria e mais credível, porque esses sim é que podem incomodar verdadeiramente o poder instalado há mais de 30 anos.
Até Domingo ainda estão a tempo de reflectir.
Para os que não criticam este tipo de acções e ainda por cima as apoiam, como tenho lido em alguns blogues, acho que devem reflectir sobre o que realmente querem para esta Região e não correrem atrás de "correntes"que são autênticas fantochadas para desviarem a atenção do que realmente é mais importante.
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quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Não somos burros/as mais às vezes somos tratados/as como tal
O Presidente da República finalmente falou para dizer o que já sabiamos, portanto não acrescentando nem esclarecendo absolutamente nada, mantendo e alargando as dúvidas existentes, parecendo um aprendiz de política, ou então uma pessoa que esteve escondida durante tanto tempo. Até parece que quer o País a discutir as suas guerras em vez de resolver os problemas que mais preocupam os/as portugueses/as.
Também o Ministério Público, depois das eleições legislativas, onde Paulo Portas e companhia limitada, andaram a apregoar aos portugueses a sua" honradez e honestidade" na defesa dos agricultores e reformados, que na sua opinião estão a sofrer, por causa do " rendimento minimo", vem agora mandar investigar o que se passou na compra dos submarinos quando este senhor foi Ministro da Defesa e parece que o negócio serviu para alimentar muita coisa inclusive financiamentos partidários. Porque é que essa investigação não foi divulgada antes das eleições?
Perante tudo isto eu sinto que nos estão a tratar como se os portugueses sejam muito burros e eu detesto ser tratada como burra. Não gosto deste clima, do deixa andar, para depois ver o que acontece. Depois dos Portugueses decidirem já está a ser posta em causa a sua decisão. Afinal quem é que está a criar a problemas ao País? A oposição de esquerda é que não é!
Também o Ministério Público, depois das eleições legislativas, onde Paulo Portas e companhia limitada, andaram a apregoar aos portugueses a sua" honradez e honestidade" na defesa dos agricultores e reformados, que na sua opinião estão a sofrer, por causa do " rendimento minimo", vem agora mandar investigar o que se passou na compra dos submarinos quando este senhor foi Ministro da Defesa e parece que o negócio serviu para alimentar muita coisa inclusive financiamentos partidários. Porque é que essa investigação não foi divulgada antes das eleições?
Perante tudo isto eu sinto que nos estão a tratar como se os portugueses sejam muito burros e eu detesto ser tratada como burra. Não gosto deste clima, do deixa andar, para depois ver o que acontece. Depois dos Portugueses decidirem já está a ser posta em causa a sua decisão. Afinal quem é que está a criar a problemas ao País? A oposição de esquerda é que não é!
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terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Não dou parabéns, e pronto!
Não tenho andado com pachorra de escrever sobretudo porque ando farta de ler tanta estupidez que não quero caír no mesmo erro, o que não é fácil, tendo em conta que essa estupidez continua, e parece que está para durar, o que é pena.
Não gostei dos resultados eleitorais pois não queria que o JS continuasse a governar, agora com a sua cara número dois, e não lhe dou os parabéns porque não sou hipócrita como alguns que andaram na luta dos professores, contra a sua política, e depois esquecem tudo e passam a ser delicados. Realmente com este tipo de hipocrisias não contem com a minha pessoa prefiro ser considerada mal educada a ser apelidada de hipócrita e fingida.
Também não gostei que fossem eleitos pela Madeira mais dois deputados de direita. Fiquei triste porque sou de esquerda e acho que essas pessoas não vão representar os nossos interesses, sociais e democráticos, se fossem deputados/as de esquerda estaria satisfeita mas como não foi estou triste, independentemente das pessoas eleitas poderem até ser boas pessoas, não é isso que está em causa, mas sim as ideias que defendem.
Gostei do reforço dos deputados/as de esquerda no Parlamento nacional que passam de 22 para 31, fora os que estão no PS, que fico à espera para ver o que acontece perante as propostas concretas que conserteza vão ser apresentadas.
Gostei que a esquerda tivesse quase 1 milhão de votos e gostei que o partido em que votei tivesse subido eleitoralmente, mesmo contra todos os ventos e marés, até na Madeira está de parabéns, porque sei o quanto é dificil lutar contra uma situação cada vez mais desfavorável, sobretudo na comunicação social.
Não gostei dos resultados eleitorais pois não queria que o JS continuasse a governar, agora com a sua cara número dois, e não lhe dou os parabéns porque não sou hipócrita como alguns que andaram na luta dos professores, contra a sua política, e depois esquecem tudo e passam a ser delicados. Realmente com este tipo de hipocrisias não contem com a minha pessoa prefiro ser considerada mal educada a ser apelidada de hipócrita e fingida.
Também não gostei que fossem eleitos pela Madeira mais dois deputados de direita. Fiquei triste porque sou de esquerda e acho que essas pessoas não vão representar os nossos interesses, sociais e democráticos, se fossem deputados/as de esquerda estaria satisfeita mas como não foi estou triste, independentemente das pessoas eleitas poderem até ser boas pessoas, não é isso que está em causa, mas sim as ideias que defendem.
Gostei do reforço dos deputados/as de esquerda no Parlamento nacional que passam de 22 para 31, fora os que estão no PS, que fico à espera para ver o que acontece perante as propostas concretas que conserteza vão ser apresentadas.
Gostei que a esquerda tivesse quase 1 milhão de votos e gostei que o partido em que votei tivesse subido eleitoralmente, mesmo contra todos os ventos e marés, até na Madeira está de parabéns, porque sei o quanto é dificil lutar contra uma situação cada vez mais desfavorável, sobretudo na comunicação social.
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domingo, 20 de Setembro de 2009
Campanha do vale tudo
Tenho andado afastada deste espaço mas atenta ao que se passa à minha volta, sobretudo ao que se passa na comunicação social sobre as próximas eleições legislativas. Já sinto cansaço de tanta asneira e de tanta irresponsabilidade.
Dizem que é o povo quem mais ordena, estando o regime democrático organizado de maneira que é esse povo quem decide quem são as maiorias e as oposições.
Para mim é tão importante decidir a maioria para governar como quem vai ficar com mais força na oposição. Com uma boa oposição e um governo sem maioria absoluta vai ser possível negociar o que é melhor para o País, sem ditaduras duma maioria, que tem feito o que quer sem dar ouvidos a ninguém.
É isto que está em causa e não só decidir quem vai ser o Primeiro Ministro, pois ao contrário do que está a ser dito, o povo apenas vai eleger deputados/as e quem tiver a maioria então é que vai formar governo, que pode ter, ou não, o cabeça de lista como Primeiro Ministro.
Imagine-se que o PS ganha com maioria relativa e que precisa de fazer alianças com outro partido para poder formar governo. Imagine-se que esse partido diz: " faço alianças se José Sócrates não for Primeiro Ministro" e então o PS para conseguir governar indica outra pessoa que seja mais consensual. Isto pode acontecer perfeitamente é por isso que é uma grande aldrabice estar a dizer-se que o povo vai eleger o Primeiro Ministro. É mentira.
Também considero que ir buscar a vida pessoal das pessoas para usar na campanha é do mais baixo que há. Uma coisa é discutir-se políticas, outra coisa é ir vasculhar as contas pessoais para agitar contradições que só existem na cabeça de quem está incomodado com quem diz a verdade e não faz parte do centrão da mentira e do engôdo.
Na campanha não devia valer tudo e sobretudo fica muito mal aos que se dizem de esquerda estar a alimentar as mentiras da direita. Alguém acredita que JS não tenha uma conta poupança? Ou será que come o dinheiro que ganha ao pequeno almoço? Ou então o partido proibe-o de ter as suas poupanças? Conheço camaradas dele que têm muito dinheiro investido e não é em PPRs...
Esta campanha do vale tudo, alimentada pela direita e pela maioria da comunicação social, é muito suja. Espero que os resultados sejam dar mais força aos que se opôem verdadeiramente ao pântano em que se tornou este País.
Dizem que é o povo quem mais ordena, estando o regime democrático organizado de maneira que é esse povo quem decide quem são as maiorias e as oposições.
Para mim é tão importante decidir a maioria para governar como quem vai ficar com mais força na oposição. Com uma boa oposição e um governo sem maioria absoluta vai ser possível negociar o que é melhor para o País, sem ditaduras duma maioria, que tem feito o que quer sem dar ouvidos a ninguém.
É isto que está em causa e não só decidir quem vai ser o Primeiro Ministro, pois ao contrário do que está a ser dito, o povo apenas vai eleger deputados/as e quem tiver a maioria então é que vai formar governo, que pode ter, ou não, o cabeça de lista como Primeiro Ministro.
Imagine-se que o PS ganha com maioria relativa e que precisa de fazer alianças com outro partido para poder formar governo. Imagine-se que esse partido diz: " faço alianças se José Sócrates não for Primeiro Ministro" e então o PS para conseguir governar indica outra pessoa que seja mais consensual. Isto pode acontecer perfeitamente é por isso que é uma grande aldrabice estar a dizer-se que o povo vai eleger o Primeiro Ministro. É mentira.
Também considero que ir buscar a vida pessoal das pessoas para usar na campanha é do mais baixo que há. Uma coisa é discutir-se políticas, outra coisa é ir vasculhar as contas pessoais para agitar contradições que só existem na cabeça de quem está incomodado com quem diz a verdade e não faz parte do centrão da mentira e do engôdo.
Na campanha não devia valer tudo e sobretudo fica muito mal aos que se dizem de esquerda estar a alimentar as mentiras da direita. Alguém acredita que JS não tenha uma conta poupança? Ou será que come o dinheiro que ganha ao pequeno almoço? Ou então o partido proibe-o de ter as suas poupanças? Conheço camaradas dele que têm muito dinheiro investido e não é em PPRs...
Esta campanha do vale tudo, alimentada pela direita e pela maioria da comunicação social, é muito suja. Espero que os resultados sejam dar mais força aos que se opôem verdadeiramente ao pântano em que se tornou este País.
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Os políticos e o humor dos Gato Fedorento
Gosto dos "Gato Fedorento" sobretudo a sua irreverência e simpatia. Conseguem abordar coisas muito sérias com um humor "mortal" que faz dos políticos até pessoas simpáticas mesmo que deles/as não gostemos.
Foi o que aconteceu, quer com JS quer com MRL. Acho que ambos, mesmo encostados à parede com as suas próprias contradições, que como vimos não são poucas, portaram-se à altura dum programama de humor e foi incrivel que ambos tivessem fugido a responder à última pergunta que lhes foi feita pelo Ricardo, preferindo ignorar, ou dando a entender que não tinham percebido. Até nisto aqueles dois são parecidos.
Cada vez estou mais convencida que o que os separa é mesmo uma questão de estilo e de semântica e aí JS ganha, porque é mais "esperto", basta ver como elogiou a elegância do Ricardo. Tem um olho clínico formidável... MFL também tentou não ficar atrás mas caíu na tentação de achar que JS é "sensual". Questão de gosto que não se discute mas diverte.
Foi o que aconteceu, quer com JS quer com MRL. Acho que ambos, mesmo encostados à parede com as suas próprias contradições, que como vimos não são poucas, portaram-se à altura dum programama de humor e foi incrivel que ambos tivessem fugido a responder à última pergunta que lhes foi feita pelo Ricardo, preferindo ignorar, ou dando a entender que não tinham percebido. Até nisto aqueles dois são parecidos.
Cada vez estou mais convencida que o que os separa é mesmo uma questão de estilo e de semântica e aí JS ganha, porque é mais "esperto", basta ver como elogiou a elegância do Ricardo. Tem um olho clínico formidável... MFL também tentou não ficar atrás mas caíu na tentação de achar que JS é "sensual". Questão de gosto que não se discute mas diverte.
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