Vi o debate dos candidatos às eleições Europeias e até gostei. Correu com dignidade sem atropelos e até com momentos de vivacidade muito interessantes. Adorei o cumprimento à filha que fez o FLetra demonstrando que os políticos são pessoas normais e não uns bichos raros, como muitas vezes, nos querem fazer querer.
Não gostei das interrupcções do jornalista Roquelino Ornelas, acho que ele fez alguma confusão porque naquele debate não competia a ele dar opinião, isso é o que ele faz, e bem, no dossier de imprensa. Também não gostei de ver que os jornalistas falavam entre si quando um dos candidatos estava a falar, acho que deviam levar a estratégia mais acertada antes de entrarem no estúdio. De resto correu tudo com muita cordialidade.
Sobre os candidatos, disseram o que pensavam e defendiam os seus partidos. Claro que tenho o meu preferido, e ele sabe disso, mas à excepcção do JI, que parecia estar a mais ali, porque não tinha ideias próprias mais parecia, um apêndice de alguém, gostei da prestação dos restantes, tendo ficado provado que afinal é possível debater entre seis pessoas diferentes, e que a Madeira não é excepcção, porque é assim que tem sido feito no País.
Ficaram claras divirgências de fundo entre os vários projectos, sobretudo em relação à forma como são gastos os milhões que têm vindo da U.Europeia e sobre o Off Shore e o Centro Internacional de Negócios.
É claro que ouve candidatos mais concretos e objectivos a defender os seus pontos de vista, é claro que os da continuidade estavam mais incomodados, é claro que alguns não gostam de ouvir opiniões diferentes das suas e têm dificuldades em ficar calados, mas o debate também é isso mesmo e debater nunca fez mal a ninguém, pelo contrário é da discussão que nasce a luz.
Para os que começam a defender debates a dois, talvez porque o seu candidato não brilhou muito, cuidado, porque se não for com equilíbrio, voltamos a tratar uns candidatos de diferente maneira, aparecendo uns de primeira e outros de segunda, o que não é democrático e não deve acontecer.
Todos devem ter as mesmas oportunidades e não deve existir à partida uns mais importantes que outros. Pelo menos é o que penso.
Mostrar mensagens com a etiqueta informação democracia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta informação democracia. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 22 de maio de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O negócio do futebol e a vitória de CR
Cristiano Ronaldo foi um justo vencedor do melhor do mundo e por isso os meus parabéns. Pelos critérios estabelecidos foi o que marcou mais golos e por isso não poderiam dar a outro o prémio.
Mas esta satisfação não me faz desistir de criticar todo o negócio que anda à volta do futebol.
Já pensaram nos milhões que este e outros jovens jogadpres ganham e fazem ganhar aos empresários que andam à sua volta? Já pensaram nas dívidas que os grandes clubes de futebol, nomeadamente o de Cristiano Ronaldo, acumulam? Ainda ontem ouvi dizer, no Telejornal, que o Manchester tem uma divida superior à dívida da Madeira.
Porque será que pouco se fala desta questão?Porque será que se fala tanto no dinheiro que vai ser gasto com as campanhas eleitorais, que é uma ninharia comparado ao que ganha numa campanha de publicidade CR, e não se comenta os milhões que o futebol faz mover e pelo que se ouve dizer, alguns deles são para lavar dinheiro sujo.
É verdadeiramente impressionante a prioridade das preocupações e das criticas da comunicação social, e a dualidade de critérios, que são alimentados por muitos politicos, que parecem ter vergonha de se opôr e de explicar que a democracia tem gastos, por acaso menores que a ditadura, que só com as policias politicas gastava mais dinheiro do que com as eleições.
É obesceno tudo isto e é por isso que o conto de fadas do futebol não ocupa um lugar de destaque nas minhas prioridades.
Mas esta satisfação não me faz desistir de criticar todo o negócio que anda à volta do futebol.
Já pensaram nos milhões que este e outros jovens jogadpres ganham e fazem ganhar aos empresários que andam à sua volta? Já pensaram nas dívidas que os grandes clubes de futebol, nomeadamente o de Cristiano Ronaldo, acumulam? Ainda ontem ouvi dizer, no Telejornal, que o Manchester tem uma divida superior à dívida da Madeira.
Porque será que pouco se fala desta questão?Porque será que se fala tanto no dinheiro que vai ser gasto com as campanhas eleitorais, que é uma ninharia comparado ao que ganha numa campanha de publicidade CR, e não se comenta os milhões que o futebol faz mover e pelo que se ouve dizer, alguns deles são para lavar dinheiro sujo.
É verdadeiramente impressionante a prioridade das preocupações e das criticas da comunicação social, e a dualidade de critérios, que são alimentados por muitos politicos, que parecem ter vergonha de se opôr e de explicar que a democracia tem gastos, por acaso menores que a ditadura, que só com as policias politicas gastava mais dinheiro do que com as eleições.
É obesceno tudo isto e é por isso que o conto de fadas do futebol não ocupa um lugar de destaque nas minhas prioridades.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Parlamento Regional.Tudo morno?
Tenho acompanhado com alguma atenção as noticias referentes aos trabalhos parlamentares e tenho reparado que quando não existe uma acção de escândalo e vergonha alguns jornalistas acham que os trabalhos foram mornos e sem interesse.
No entanto lendo e vendo com mais atenção, o que é que os "ditos" consideram "mornisse"? Propostas sobre os problemas das toxicodependências, fiscalização mais rigorosa a várias dependências governativas, passes para os estudantes, etc, etc...
Esta forma de fazer jornalismo é verdadeiramente o maior alimento de tudo o que de pior existe em termos de uma verdadeira informação que devia ser isenta e não tendenciosa.
Para alguns jornalistas a política só é válida quando faz espectáculo e quanto pior for, melhor. Depois são os primeiros a criticar armando-se muitas vezes em "virgens ofendidas", ou então em moralistas dos políticos, normalmente metendo tudo e todos no mesmo saco.
O mais incrivel é que existe uma grande proteção dos políticos a este tipo de actuação. falam pelas costas mas nunca criticam de caras porque depois têm medo de não ter cobertura às suas acções.
Talvez vá chegando a altura de uns e outros alterarem comportamentos porque o que está em causa é a liberdade de informação e tratamento numa sociedade que se diz democrática.
Estou a ficar demasiado séria...
As circunstâncias obrigam...
No entanto lendo e vendo com mais atenção, o que é que os "ditos" consideram "mornisse"? Propostas sobre os problemas das toxicodependências, fiscalização mais rigorosa a várias dependências governativas, passes para os estudantes, etc, etc...
Esta forma de fazer jornalismo é verdadeiramente o maior alimento de tudo o que de pior existe em termos de uma verdadeira informação que devia ser isenta e não tendenciosa.
Para alguns jornalistas a política só é válida quando faz espectáculo e quanto pior for, melhor. Depois são os primeiros a criticar armando-se muitas vezes em "virgens ofendidas", ou então em moralistas dos políticos, normalmente metendo tudo e todos no mesmo saco.
O mais incrivel é que existe uma grande proteção dos políticos a este tipo de actuação. falam pelas costas mas nunca criticam de caras porque depois têm medo de não ter cobertura às suas acções.
Talvez vá chegando a altura de uns e outros alterarem comportamentos porque o que está em causa é a liberdade de informação e tratamento numa sociedade que se diz democrática.
Estou a ficar demasiado séria...
As circunstâncias obrigam...
Etiquetas:
informação democracia,
jornalistas,
moralistas,
morno,
parlamento
Subscrever:
Mensagens (Atom)