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sábado, 1 de janeiro de 2011

Uma boa e uma má notícia!

Até que enfim uma boa notícia.

Uma mulher tomou posse como Presidenta dum grande país como o Brasil.

Confesso que fico emocionada. Não tanto como quando foi o Lula a tomar posse pela primeira vez, mas continuo a achar que o Brasil é um exemplo no mundo. Primeiro foi um operário e agora é uma mulher. Viva o Brasil!

A má notícia também anda na boca de todo o mundo, mas da pior maneira. Todos sabem como é que o último candidato à Presidência da República apareceu, quem o comanda e com que intenções, mas muita gente finge que nada se passa. Ignora. Acha mesmo uma perca de tempo falar nisso e lá vão eles cantando e rindo, enganando quem disto nada percebe, mas divertindo os que, em vários quadrantes políticos desta terra, querem se vingar, por esta ou aquela razão, e então surgem apoiando tal candidatura.

Na altura de contar os votos, quando se aperceberem da mossa que os votos dele poderão fazer, vão levar as mãos à cabeça, mas aí o facto já está consumado. Hoje têm medo de se demarcar. Acham que o melhor é ignorar e depois se verá.

Confesso que tudo isto às vezes parece um filme de ficção, dos piores, e preocupa-me tanta passividade por parte de algumas pessoas. Preocupa-me ver outras que já tiveram responsabilidades políticas em partidos da oposição apoiar tal candidato, sem pensar que estão a fazer o jogo ao Cavaco e a prejudicar o único candidato com hipóteses de ir a uma segunda volta que é Manuel Alegre.

Já não bastava existirem tantos candidatos no centro esquerda, agora vem mais este distrair as atenções. Cavaco não podia estar mais agradecido. No Brasil os votos no Tiririca não fizeram falta, mas em Portugal todos os votos são poucos para derrotar a direita na Presidência.

Cuidado que o projecto de Sá Carneiro de Portugal ter um Governo, um Presidente e uma maioria pode estar a caminho.

Não contribuam para isso, é o meu apelo de ano novo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A experiência e abstenção nas eleições Europeias

Ultimamente já cansa ouvir falar da abstenção nas eleições Europeias, até parece que algumas pessoas estão desejosas que os eleitores não votem.

Ainda hoje li no DN uma opinião duma jornalista, que também já cansa. Diz ela, que isto de eleições é tudo a mesma coisa, que as pessoas não querem saber dos políticos para nada, que a abstenção vai aumentar, blá, blá, blá...

Não conheço outra forma de protestar, contra o que se considera que não está bem, nas políticas que nos governam, que não seja votar de forma diferente. Se não concordam escolham outra alternativa, e, se as que estão em campo, não agradam, fabriquem outra proposta e venham para o terreno dar a cara, como os outros fazem. Agora só dizer mal por dizer acaba por fazer o jogo dos que nos governam e assim não se altera nada, e então, é virar o disco e tocar o mesmo. Isso é que está mal.

E para os que dizem que o que vale é a experiência dos candidatos, porque os outros não sabem nada, então estão de acordo que alguns "velhos" se perpetuem eternamente no poder, porque, se não dão oportunidade aos novos, nunca mais eles vão adquirir a experiência necessária, para poderem desempenhar o seu papel de deputados.

Acho que é preciso votar, que é preciso saber escolher, decididindo em consciência sem estas pressões, que são, demasiado pretenciosas e de certa forma até arrogantes.

Aos candidatos, particularmente aos que só se limitam a falar da política caseira, apelava a que falassem sobre a Europa, porque ao contrário do que alguns possam pensar, nem todas as pessoas gostam de ser tratadas como burras.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Debate equilibrado e até interessante

Vi o debate dos candidatos às eleições Europeias e até gostei. Correu com dignidade sem atropelos e até com momentos de vivacidade muito interessantes. Adorei o cumprimento à filha que fez o FLetra demonstrando que os políticos são pessoas normais e não uns bichos raros, como muitas vezes, nos querem fazer querer.

Não gostei das interrupcções do jornalista Roquelino Ornelas, acho que ele fez alguma confusão porque naquele debate não competia a ele dar opinião, isso é o que ele faz, e bem, no dossier de imprensa. Também não gostei de ver que os jornalistas falavam entre si quando um dos candidatos estava a falar, acho que deviam levar a estratégia mais acertada antes de entrarem no estúdio. De resto correu tudo com muita cordialidade.

Sobre os candidatos, disseram o que pensavam e defendiam os seus partidos. Claro que tenho o meu preferido, e ele sabe disso, mas à excepcção do JI, que parecia estar a mais ali, porque não tinha ideias próprias mais parecia, um apêndice de alguém, gostei da prestação dos restantes, tendo ficado provado que afinal é possível debater entre seis pessoas diferentes, e que a Madeira não é excepcção, porque é assim que tem sido feito no País.

Ficaram claras divirgências de fundo entre os vários projectos, sobretudo em relação à forma como são gastos os milhões que têm vindo da U.Europeia e sobre o Off Shore e o Centro Internacional de Negócios.

É claro que ouve candidatos mais concretos e objectivos a defender os seus pontos de vista, é claro que os da continuidade estavam mais incomodados, é claro que alguns não gostam de ouvir opiniões diferentes das suas e têm dificuldades em ficar calados, mas o debate também é isso mesmo e debater nunca fez mal a ninguém, pelo contrário é da discussão que nasce a luz.

Para os que começam a defender debates a dois, talvez porque o seu candidato não brilhou muito, cuidado, porque se não for com equilíbrio, voltamos a tratar uns candidatos de diferente maneira, aparecendo uns de primeira e outros de segunda, o que não é democrático e não deve acontecer.

Todos devem ter as mesmas oportunidades e não deve existir à partida uns mais importantes que outros. Pelo menos é o que penso.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Para quando essa campanha a sério?

Andei estes dias à espera de ver a pré campanha para as eleições Europeias arrancar, mas parece que a coisa está mesmo difícil.

Oiço os políticos dizerem que estão preocupados com a abstenção mas não vejo ser feito nada para ajudar a que ela não aumente, bem pelo contrário, com esta (não campanha) em curso, chega-se ao dia 7 de Junho e são poucos os que sabem o que vão fazer às urnas.

Sei que a situação não está fácil para ninguém, e se calhar para os partidos também não, mas por favor não se demitam do seu papel, porque para convencer mais gente a votar é preciso que se discuta a Europa, nas suas muitas vertentes, e sinceramente, acho que temas não faltam.

Cada vez mais a nossa vida é decidida pela Europa, cada vez mais o que se passa em Portugal é reflexo da Europa, por isso mesmo há que aproveitar a ocasião para tentar explicar isso às pessoas fazendo-as acreditar que o seu voto decide alguma coisa pois se assim não for a participação vai ser mínima, para não dizer outra coisa...

E do que está à espera a comunicação social, particularmente o serviço público de rádio e televisão, pago por todos nós? Não vão fazer debates com os candidatos? E os partidos não reivindicam esses debates? É que ainda não vi nada sobre este assunto, o que é preocupante, pois embora esses debates, possam não serem vistos por muita gente, há sempre alguém interessado a perceber o que se passa à sua volta, eu sou uma delas.