Hoje não vou falar do pai, simplesmente porque não percebo o que deu origem a este dia, a não ser mais um, que serve para vender alguma coisa, até porque parece que os negócios andam pela hora da morte.
Quero falar das ameaças e das pedradas aos jornalistas do DN. Sobre isto apetecia-me colocar como minhas palavras o poema mais conhecido de B. Brecht. lembram-se? Aquele que diz mais ou menos assim:
Quando foi com os sindicalistas eu não me importei, eu não era um deles, quando foi com os comunistas, também não era nada comigo, e por aí adiante até que bateu à minha porta e eu olhei em redor e estava só...
É claro que as pessoas visadas, felizmente para elas, não estão sós, felizmente que ainda existe solidariedade, mas era bom que todos os jornalistas reflectissem no que disseram em outras ocasiões em que outras pessoas foram ameaçadas, enxovalhadas e algumas até foram agredidas.
Lembro-me de ter lido reportagens em que, alguns trabalhadores da comunicação social, procuraram argumentos para tentar justificar o injustificável, dando a palavra aos "agressores" como se eles fossem as vítimas, fazendo muitas vezes que as verdadeiras vítimas fossem colocadas sobre a suspeita da dúvida, e assim, a agressão passava, sem a verdadeira punição da opinião pública.
Lembro-me das muitas bocas anónimas, de rubricas de alguns jornais, a denegrir de forma vergonhosa, muitas das pessoas que tinham sido vítimas de actos idênticos ao que aconteceu agora. Ironizavam, gozavam e até mostravam alguma satisfação "sádica"com o enxovalho como se fosse tudo fosse, banal e natural.
É bom, que pelo menos este acto contra a liberdade de imprensa, sirva para amadurecer a ideia de que, o ataque à liberdade de opinião e de expressão, deve ser sempre condenado, sejam quem for as pessoas em causa, e que nunca devemos encontrar justificação para os outros que não queremos para nós.
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quinta-feira, 19 de março de 2009
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Benditos sapatos-cairam na hora certa!
Adorei a sapatada do jornalista Iraquiano a J W Bush!Foi fantástico e sobretudo, que imaginação. Sim Senhor!
Dei por mim a imaginar quando é que algum jornalista português tem a coragem de se manifestar quando é chamado de f da p... por um Governante com já aconteceu na Madeira.
Não sei porquê mas não consigo vislumbrar tanta coragem porque saber atirar um sapato no momento certo e depois ir preso não é para todos, lá isso não é.
Dizer mal dos outros é fácil mas assumir uma posição de luta, e de não chantagem, é muito mais dificil. É preciso ter uma postura de coluna vertebral que anda muito arredada da classe "jornalística".
Mas lá que foi bom de ver e era bom ver cá, isso não tenham dúvidas.
Já imaginaram um sapato a cair, na hora certa e no "lugar" certo?...
É bom demais para ser possível!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Parlamento Regional.Tudo morno?
Tenho acompanhado com alguma atenção as noticias referentes aos trabalhos parlamentares e tenho reparado que quando não existe uma acção de escândalo e vergonha alguns jornalistas acham que os trabalhos foram mornos e sem interesse.
No entanto lendo e vendo com mais atenção, o que é que os "ditos" consideram "mornisse"? Propostas sobre os problemas das toxicodependências, fiscalização mais rigorosa a várias dependências governativas, passes para os estudantes, etc, etc...
Esta forma de fazer jornalismo é verdadeiramente o maior alimento de tudo o que de pior existe em termos de uma verdadeira informação que devia ser isenta e não tendenciosa.
Para alguns jornalistas a política só é válida quando faz espectáculo e quanto pior for, melhor. Depois são os primeiros a criticar armando-se muitas vezes em "virgens ofendidas", ou então em moralistas dos políticos, normalmente metendo tudo e todos no mesmo saco.
O mais incrivel é que existe uma grande proteção dos políticos a este tipo de actuação. falam pelas costas mas nunca criticam de caras porque depois têm medo de não ter cobertura às suas acções.
Talvez vá chegando a altura de uns e outros alterarem comportamentos porque o que está em causa é a liberdade de informação e tratamento numa sociedade que se diz democrática.
Estou a ficar demasiado séria...
As circunstâncias obrigam...
No entanto lendo e vendo com mais atenção, o que é que os "ditos" consideram "mornisse"? Propostas sobre os problemas das toxicodependências, fiscalização mais rigorosa a várias dependências governativas, passes para os estudantes, etc, etc...
Esta forma de fazer jornalismo é verdadeiramente o maior alimento de tudo o que de pior existe em termos de uma verdadeira informação que devia ser isenta e não tendenciosa.
Para alguns jornalistas a política só é válida quando faz espectáculo e quanto pior for, melhor. Depois são os primeiros a criticar armando-se muitas vezes em "virgens ofendidas", ou então em moralistas dos políticos, normalmente metendo tudo e todos no mesmo saco.
O mais incrivel é que existe uma grande proteção dos políticos a este tipo de actuação. falam pelas costas mas nunca criticam de caras porque depois têm medo de não ter cobertura às suas acções.
Talvez vá chegando a altura de uns e outros alterarem comportamentos porque o que está em causa é a liberdade de informação e tratamento numa sociedade que se diz democrática.
Estou a ficar demasiado séria...
As circunstâncias obrigam...
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