Tenho andado a ver televisão a mais pois o estado de saúde não permite outras andanças.
Ver imagens a mais faz mal e foi isto que ontem senti com as notícias da festa da flor.
Ver AJJ e JS de colar de flores ao pescoço, sinceramente não sei onde foram tirar essa moda que nunca tinha sido vista em anos anteriores, com um discurso completamente igual, com um ar de felicidade que não podia ser maior, até foram cumprimentados pelo povo quase de mãos dadas, foi demais para os meus olhos.
Estes personagens, que até há pouco tempo, eram considerados inimigos ferozes e ofendiam-se mutuamente, com AJJ a ficar por cima na mal-criação, de repente esquecem-se de tudo e como sempre, lá estava o povo para dar legitimidade a este cenário.
Não sei porquê mas acho que tudo isto é precário como precária é a vida e até a tecnologia, veja-se o que se está a passar com a nuvem de cinzas que paralisa quase toda a Europa.
Sei que ouve uma tragédia e que o Governo da República tinha que ajudar pois não faz mais do que o seu dever pois a Madeira faz parte de Portugal. Mas era preciso esta mistura? Era preciso esta peça de teatro? Era preciso legitimar a fachada que esconde o que ainda falta fazer?
Acho que não. A política pode ser mais séria, até para sentirmos que existe razão quando os que vivem cá criticam o que faz o Governo Regional, ao limpar a fachada e deixar que ainda existam casas com lameiro e estradas obstruídas, com pessoas a viverem com medo permanente que lhes possa acontecer uma nova desgraça.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Os políticos e o humor dos Gato Fedorento
Gosto dos "Gato Fedorento" sobretudo a sua irreverência e simpatia. Conseguem abordar coisas muito sérias com um humor "mortal" que faz dos políticos até pessoas simpáticas mesmo que deles/as não gostemos.
Foi o que aconteceu, quer com JS quer com MRL. Acho que ambos, mesmo encostados à parede com as suas próprias contradições, que como vimos não são poucas, portaram-se à altura dum programama de humor e foi incrivel que ambos tivessem fugido a responder à última pergunta que lhes foi feita pelo Ricardo, preferindo ignorar, ou dando a entender que não tinham percebido. Até nisto aqueles dois são parecidos.
Cada vez estou mais convencida que o que os separa é mesmo uma questão de estilo e de semântica e aí JS ganha, porque é mais "esperto", basta ver como elogiou a elegância do Ricardo. Tem um olho clínico formidável... MFL também tentou não ficar atrás mas caíu na tentação de achar que JS é "sensual". Questão de gosto que não se discute mas diverte.
Foi o que aconteceu, quer com JS quer com MRL. Acho que ambos, mesmo encostados à parede com as suas próprias contradições, que como vimos não são poucas, portaram-se à altura dum programama de humor e foi incrivel que ambos tivessem fugido a responder à última pergunta que lhes foi feita pelo Ricardo, preferindo ignorar, ou dando a entender que não tinham percebido. Até nisto aqueles dois são parecidos.
Cada vez estou mais convencida que o que os separa é mesmo uma questão de estilo e de semântica e aí JS ganha, porque é mais "esperto", basta ver como elogiou a elegância do Ricardo. Tem um olho clínico formidável... MFL também tentou não ficar atrás mas caíu na tentação de achar que JS é "sensual". Questão de gosto que não se discute mas diverte.
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domingo, 13 de setembro de 2009
Debate cansado...
Acho muito interessante o debate iniciado por alguns protagonistas neste meu blogue. Desde que não ultrapassem o limite da boa educação são benvindos, embora pareça que existem alguns equívocos, que até acho piada e divertem-me.
Continuando a falar de debates e sem escolher, como alguns se apressam a fazer, ganhadores e perdedores, até porque isso só se verá no dia 27 de Setembro, achei o debate de ontem o mais fraco de todos, sem vida, parecia uma lição demasiado estudada. Em alguns momentos até deu sono. Não ouve vibração, não ouve preocupação em falar para os indecisos, os dois protagonistas, estavam mais interessados em se safarem a eles próprios, do que realmente esclarecer as suas propostas para o País.
Ficamos a saber o que já se sabia, quer de um lado quer de outro, e quando acabou ficamos com saudades dos debates mais polémicos onde a emoção dominou do princípio ao fim como foi o de Louçã com Sócrates ou o de Paulo Portas também com Sócrates.
Ouve também os debates mais serenos, já falei disso, mas serenidade é uma coisa e cinzentismo é outra. Enfim, afinal o dedate tão apregoado, como o mais importante, de importante, teve muito pouco. Oxalá que no dia 27 o País mostre que está cansado destes personagens.
Continuando a falar de debates e sem escolher, como alguns se apressam a fazer, ganhadores e perdedores, até porque isso só se verá no dia 27 de Setembro, achei o debate de ontem o mais fraco de todos, sem vida, parecia uma lição demasiado estudada. Em alguns momentos até deu sono. Não ouve vibração, não ouve preocupação em falar para os indecisos, os dois protagonistas, estavam mais interessados em se safarem a eles próprios, do que realmente esclarecer as suas propostas para o País.
Ficamos a saber o que já se sabia, quer de um lado quer de outro, e quando acabou ficamos com saudades dos debates mais polémicos onde a emoção dominou do princípio ao fim como foi o de Louçã com Sócrates ou o de Paulo Portas também com Sócrates.
Ouve também os debates mais serenos, já falei disso, mas serenidade é uma coisa e cinzentismo é outra. Enfim, afinal o dedate tão apregoado, como o mais importante, de importante, teve muito pouco. Oxalá que no dia 27 o País mostre que está cansado destes personagens.
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