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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Onde está o apoio dos empresários e dos famosos humanistas?

Estou a apreciar a atitude dos chamados empresários humanistas. Não daqueles que foram atingidos pelas cheias e que estão a trabalhar no terreno, mas dos outros, que até agora não definiram qual o apoio que vão dar, para ajudar os custos da tragédia que se abateu sobre a Madeira.

Temos empresários famosos nos negócios, gente fina, que são considerados pessoas de sucesso, mas que, numa situação destas, quando lhes é perguntado que ajuda vão dar, fogem a responder como o diabo foge da cruz.

Mas eu gostava de saber, e acho que muita gente também gostava, quanto vai doar o Sr Berardo, o Sr Jardim Goncalves, O sr António Trindade, o Sr Jaime Ramos, O Sr Horácio Roque, o Sr Pestana, o Sr Jorge de Sá, etc, etc...

O que sei, porque foi tornado público, é que o Sr Gerónimo Martins já deu 1 milhão de euros e que alguns Bancos abriram contas com alguns milhares de euros, o que é importante mas não pode esconder o quanto será importante o contributo dos famosos.

E por falar em famosos quanto vai doar o Cristiano Ronaldo? E a Fátima Lopes? Era interessante saber, não acham?

Eu, assim como muitas pessoas anónimas, estamos a contribuir com o que podemos, desde a primeira hora, quando foi solicitado, leite, fraldas e roupas para o RG3. Muitos portugueses estão a contribuir com dinheiro e outros bens mas aqueles que podem ajudar mais onde estão?

A minha preocupação é que parte da ajuda solidária não seja canalizada para quem precisa e que,alguns abutres, é que dela beneficiem.

Vamos estar vigilantes porque muita agua vai correr debaixo das pontes sobre este assunto.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

BASTA DE MENTIRAS!

Já cansa de sermos tratados como atrasados mentais.

Há 4 dias eram 42 mortos. No dia seguinte o chefe disse que era preciso diminuir a tragédia e lançou o número 37 como verdadeiro. A partir daí instalou-se a confusão de números, e o pior, com a informação, de que mais vítimas mortais estavam a ser encontradas todos os dias.

Ontem eram 18 desaparecidos e hoje publicam uma lista com 29 nomes de pessoas desaparecidas, sem uma explicação clara, sobre esta tão grande diferença.

O Presidente da CMF diz que já estão confirmadas 31 pessoas que morreram no Concelho. Pelo que tem sido dito já morreram nos outros Concelhos 18 pessoas. Como é que os 37, ou agora 39, estão certos?

É preciso levar a vida em frente, mas não é mentindo, e tratando a população desta maneira, que a vida vai ser melhor, depois desta tragédia.

Por muito menos já vimos, povos cultos, afastar governantes.

BASTA DE MENTIRAS! Digam a verdade!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tragédia e calamidade pública assolou a Madeira

Não consegui pregar olho esta noite. As imgens da imensa tragédia que assolou a Madeira não saem dos meus olhos. Há ocasiões na vida que tudo parece tão efémero, tão frágil e tão sem sentido. Foi tudo isso que senti perante tanta desgraça.

Senti-me revoltada com deus, com a natureza e sobretudo com os humanos que nos têm governado. A Madeira não merecia tanta desgraça. Os/As madeirenses não mereciam ver a sua terra transformada num local tão matratado.

Se há coisas que não poderiam ser previstas, como a intensa chuva que assolou a Região em tão curto espaço de tempo, existem outras que bem poderiam ter sido evitadas, e não é preciso ofender quem chama a atenção para elas, como está a acontecer, porque é tão criminoso quem comete o crime como quem ele consente. Tenham calma porque há lições que não podem ser tiradas em cima de acontecimentos tão penosos, é preciso saber esperar para a altura mais conveniente.

É preciso enterrar os mortes, tratar dos vivos, ajudar a reconstruir o que foi destruido para repôr empregos e fazer casas para colocar quem ficou desalojado. Precisamos de toda a ajuda. A polémica sobre os erros humanos não vai e não pode faltar.

Gostei do comportamento das autoridades nacionais. Senti-me portuguesa e senti que a Madeira, embora pelos piores motivos, também faz parte deste País, que quando quer, sabe ser tão solidário.

Obrigada aos muitos telefonemas de pessoas do Continente que recebi, é bom saber que temos amigos, mesmo longe.