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quarta-feira, 17 de março de 2010

Tenho andado intrigada com os locais escolhidos para albergar as pessoas desalojadas

Tenho andado intrigada com uma questão, que por mais voltas que dê à cabeça não consigo encontrar resposta: Porque será que as pessoas desalojadas foram albergadas na casa de saúde do Trapiche e no RG3?

Com tantos apartamentos por ocupar,( fala-se em 20 mil) com tantos hoteis a meio gás, não existiu nenhuma alma caridosa que se disponibiliza-se para, provisóriamente, acolher em melhores condições de privacidade, estas pessoas?

Já pensaram como é difícil explicar o que é estar a viver numa casa de saúde mental ou num quartel para soldados com disciplina militar?

Não ouço ninguém falar disto parece que todos concordam mas que é triste para quem não tem outra saída lá isso é.

Existem tantos Hoteleiros, que se dizem muito humnistas, mas parece que é só para os seus interesses porque, para estender a mão a quem precisa, está quieto porque o que interessa é que vem aí a festa da flor e é preciso encher. É claro com o inteiro apoio do GR.

Coitados dos que ficaram sem nada e que ainda por cima têm que viver em lugares tão tristes...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tragédia e calamidade pública assolou a Madeira

Não consegui pregar olho esta noite. As imgens da imensa tragédia que assolou a Madeira não saem dos meus olhos. Há ocasiões na vida que tudo parece tão efémero, tão frágil e tão sem sentido. Foi tudo isso que senti perante tanta desgraça.

Senti-me revoltada com deus, com a natureza e sobretudo com os humanos que nos têm governado. A Madeira não merecia tanta desgraça. Os/As madeirenses não mereciam ver a sua terra transformada num local tão matratado.

Se há coisas que não poderiam ser previstas, como a intensa chuva que assolou a Região em tão curto espaço de tempo, existem outras que bem poderiam ter sido evitadas, e não é preciso ofender quem chama a atenção para elas, como está a acontecer, porque é tão criminoso quem comete o crime como quem ele consente. Tenham calma porque há lições que não podem ser tiradas em cima de acontecimentos tão penosos, é preciso saber esperar para a altura mais conveniente.

É preciso enterrar os mortes, tratar dos vivos, ajudar a reconstruir o que foi destruido para repôr empregos e fazer casas para colocar quem ficou desalojado. Precisamos de toda a ajuda. A polémica sobre os erros humanos não vai e não pode faltar.

Gostei do comportamento das autoridades nacionais. Senti-me portuguesa e senti que a Madeira, embora pelos piores motivos, também faz parte deste País, que quando quer, sabe ser tão solidário.

Obrigada aos muitos telefonemas de pessoas do Continente que recebi, é bom saber que temos amigos, mesmo longe.