sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

75 cêntimos de aumento na comparticipação das consultas é um escândalo

75 cêntimos é o aumento da comparticipação da segurança social nas consultas médicas.
O preço da consulta passa de 50 para 55 euros e a comparticipação passa de 7,5 euros para 8,25.
A isto eu chamo um verdadeiro escândalo. Existe tanto dinheiro para aumentar as verbas para os partidos, que poderiam viver com as verbas anteriores, existe milhões para pagar a jogadores profissionais, que deviam ser sustentados pelos clubes que os contratam, existe dinheiro para dar subsídios e avales a tudo o que mexe nesta terra, e só não existe dinheiro para ajudar as pessoas a ter o acesso a cuidados de saúde.
Se o serviço de saúde fosse operacional e desse respostas rápidas quando fosse preciso, compreendia-se que até não ouvesse comparticipação, mas pelos relatos que são públicos e que todos conhecemos muitas vezes não há outra solução que não seja a de recorrer ao privado. Então se pagamos impostos devemos ter direitos e um deles deveria ser o acesso aos serviços de saúde.
É por isso que a comparticipação pública da segurança social devia ser maior, pelo menos igual à comparticipação da ADSE que é cerca de 40% do custo da consulta.
É verdade que vivemos épocas difíceis mas as maiores dificuldades continuam a ser sempre sobre os mesmos e isso deveria originar mais revolta porque a passividade é o pior que há.
Fica aqui lavrada a minha revolta e a minha contestação!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Guerra na Palestina. Que Deus é este?

Estou aterrorizada com as imagens da guerra movida pelo governo de Israel contra
a Faixa de Gaza onde residem os Palestinianos.
É impressionante as mortes de inocentes que estão a acontecer, onde por um morto Israelita morrem 100 Palestinianos.
E que fazem os outros países? E que diz o novo Presidente dos EUA? Nada!
Como é possível que o governo Israelita não obedeça a ninguém, que se lixe para as resoluções aprovadas pela ONU e que Obama, que foi um sinal de esperança na América, esteja a assobiar para o lado como se não se estivesse a passar nada, quando todos sabem que o armamento utilizado por Israel foi cedido pelos EUA.
E a UE, que tem dado tanto dinheiro para construir as infraestruturas em Gaza, esteja a assistir à sua destruição por Israel, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.
Meu Deus, que mundo é este onde acontece tanta injustiça, onde morrem tantas pessoas que nada têm a ver com os interesses belicistas da guerra, onde um povo tão antigo não tem direito a viver em paz e com dignidade.
Que Deus és tu que admites que em teu nome esta guerra nunca mais tenha fim? Que em teu nome se faça tanto negócio de armas e de material bélico?
É por estas e por outras que a minha fé está cada vez mais abalada e que não acredito num Deus que deixa que tudo isto aconteça.
É por estas e por outras que não acredito nas declarações formais dos Governos, que na práctica sabem que não vão alterar nada e que não mechem uma palha para alterar a situação, em nome de interesses egoistas que são contra os interesses dos povos de Israel e da Palestina.
A Comunidade Internacional é uma autêntica "fraude" nestas situações. Confiemos que os povos do mundo se revoltem contra esta guerra e que por cá também se possa fazer alguma coisa...
E a blogosfera, sobretudo a madeirense, quando vai começar a se revoltar contra tudo isto?...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Discursos vazios de politicos de palavra fácil

E lá estamos no ano novo mas sempre com a mesma lenga lenga da crise que já aborrece até os mais cépticos.
Foram os discursos do Primeiro Ministro no Natal, agora veio o Presidente da República a armar-se em figura, acima de qualquer suspeita, como se isso fosse possivel, dizer que Portugal está no limite de derrapar se não tomar medidas para salvar a economia.
Antes do discurso tinha acabado de mandar publicar, sem qualquer vacilação, as alterações ao estatuto dos Professores, marimbando-se para a grande contestação que estes fizeram em 2008 e que tudo indica vai continuar em 2009.
Com este tipo de politicos não dá vontade de vencer crise nenhuma e apetece confrontá-los com as suas palavras e pô-los a fazer um estágio, nem que seja só por 6 meses, para ver como é que eles sobreviveriam.
Para o Primeiro Ministro, que todos os dias nos incomoda quando estamos a jantar, gostaria que ele vivesse com o salário médio de um português e que pagasse todas as contas que esse português paga para poder viver, sem mais qualquer rendimento. Depois que preste contas ao País e talvez aí consiga entender que é necessário aumentar os salários e as pensões se quer que os portugueses tenham uma vida melhor.
Para o Presidente da República era confrontá-lo com a obrigatoriedade de apresentar alternativas concretas para os problemas da economia do país, não só com palavras vagas de quem não tem responsabilidades. Também devia ser obrigado a prestar contas do apoio que deu, e teve, dos banqueiros corruptos que cometeram graves crimes e de quem agora o PR nem quer ouvir falar. Para ser coerente o Presidente devia pedir desculpa ao país por ter tido amigos desses.
Estou farta destes politicos de palavra fácil mas com discursos de conteúdo vazio que não altera nada. É por estas e por outras que as pessoas não gostam da politica. É pena porque é a politica que decide toda a nossa vida.
Sobre os politicos regionais fica para o próximo post, eles não perdem pela demora...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

OS MEUS DESEJOS DE ANO NOVO


Embora seja uma mera formalidade, para alguns, eu quero desejar a todas as pessoas, pequenas e grandes, que tenham um ano novo cheio de saúde, paz, amor e dinheiro para poderem vencer as dificuldades que são anunciadas por tudo o que é comentarista e até pelo próprio 1º Ministro.
Gostaria que o ano de 2009 fosse de mais frontalidade em relação aos politicos, que não houvesse tanta demagogia e hipocrisia e sobretudo que a politica fosse tratada como uma causa nobre de serviço público à comunidade e não como um circo onde vale tudo até expôr a desgraça dos pobres.
Gostaria que o ano fosse de mais segurança para quem trabalha e que as associações que representam os trabalhadores tivessem mais poder de intervenção, sobretudo na Madeira, que deixassem de fazer trabalho fechado e de grupo e fossem mais democráticas e abertas para poderem mobilizar mais trabalhadores para a luta pelos seus direitos procurando unir o máximo de pessoas sem olhar às suas crenças politicas edeológicas e religiosas. É preciso sair do marasmo urgentemente para que a chamada paz social não continue a ser a arma de arremesso de quem governa esta terra. É preciso uma pedrada no charco! Os jovens têm um importante papel a cumprir, antes que seja tarde!
Gostaria que as crianças e os jovens fossem os abençoados neste ano pois sem eles não haverá futuro mais feliz e mais realizado.
Gostaria que as pessoas idosas não se sentissem as marginalizadas da sociedade, que por vezes parece delas se envergonhar, com acontece com a falta de medidas que as apoiem e com o comportamento de algumas familias que as abandonem à sua sorte.
Enfim gostaria que as mulheres não fossem mais vitimas de violência, de qualquer espécie, e que o mundo fosse mais justo para elas que asseguram que a humanidade continue a existir.
Queria a paz verdadeira para o mundo e que se calassem as armas de Israel na Palestina, e vice versa.
Embora pequena eu queria tanta coisa...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Na Politica não devia valer tudo!

A última noticia da politica é que um deputado decidiu oferecer 5 mil euros aos idosos com mais de 70 anos.
Para muitos isto parece ser uma posição de herói, mas para quem conhece a realidade e entende o que é uma verdadeira acção politica ao serviço da democracia e das pessoas, sabe que isto não passa de mera acção de demagogia, da mais perigoza, que faz lembrar o que se passou em França com o Le Pen e em Portugal com o Valentim Loureiro.
Conheço pessoas que fazem da politica uma esfera de intervenção séria, que dão muitos donativos para pessoas individualmente e até para Instituições mas que nunca vieram para a praça pública anunciar esse gesto que deve ser discreto e sem aproveitamento politico como este que foi anunciado.
O exercicio da actividade politica a sério precisa de ter dinheiro que deve sair dos nossos impostos pois só assim garantimos que exista pluralidade e democracia. Não se pode contrapôr ao roubo que a maioria parlamentar quer fazer aprovando, para si própria, mais de 3 milhões de euros só em 2009, acções demagógicas que podem pôr em causa o verdadeiro sentido do que deve ser a actividade politica.
Os Partidos precisam de dinheiro, a distribuição pelos mesmos deve ser em função dos votos que obtém mas com ponderação para que os contribuintes não se sintam ofendidos com a demo cracia que permite que exista alguns que esbanjam o dinheiro que é de todos.
Na politica não devia valer tudo e por isso mesmo se esse senhor queria dar um pouco do que recebeu, sim porque se fosse para distribuir tudo o que já recebeu até hoje tinha muitos mais milhares de euros para distrubuir, os outros milhares deve-lhe ter feito muito jeito e muito bem, agora não dê esmolas com a comunicação social presente, que isso não passa de propaganda demagógica e não uma acção desinteressada e de coração aberto como devem ser as acções de boa vontade.
Sei que esta minha posição pode não ser politicamente correcta, para alguns, mas é a minha opinião e felizmente que ser pequena e ter um espaço para escrever permite estas "leviandades"...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Feliz Natal a todos!

Benditos sapatos-cairam na hora certa!

Adorei a sapatada do jornalista Iraquiano a J W Bush!
Foi fantástico e sobretudo, que imaginação. Sim Senhor!
Dei por mim a imaginar quando é que algum jornalista português tem a coragem de se manifestar quando é chamado de f da p... por um Governante com já aconteceu na Madeira.
Não sei porquê mas não consigo vislumbrar tanta coragem porque saber atirar um sapato no momento certo e depois ir preso não é para todos, lá isso não é.
Dizer mal dos outros é fácil mas assumir uma posição de luta, e de não chantagem, é muito mais dificil. É preciso ter uma postura de coluna vertebral que anda muito arredada da classe "jornalística".
Mas lá que foi bom de ver e era bom ver cá, isso não tenham dúvidas.
Já imaginaram um sapato a cair, na hora certa e no "lugar" certo?...
É bom demais para ser possível!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Encerramento do debate do Plano e Orçamento da Região-

Estive sem escrever neste espaço alguns dias, porque não me entusiasmei com nada, para o fazer.
Ontem decidi ligar o televisor logo de manhã e assistei à sessão de encerramento do debate do plano e orçamento da Região.
Para além das intervenções da oposição onde cada partido fez um esforço para defender as suas opiniões, ouvi as posições da maioria expressas de forma "dura", incorrecta, malcrida e até ofensiva dos direitoas das pessoas.
Para quem dizia que não ia ao debate se o mesmo não tivesse elevevação, até dava vontade de rir se não fosse trágico, pois estamos a falar de quem governa esta terra.
Quando um presidente do governo assume que é malcrido e chama os adversários politicos de "indigentes politicos", está tudo dito!
Não percebo é como, ainda existem pessoas que defendem este tipo de comportamento aceitando-o como" normal " e como é que ainda há jornalistas que acham que" isto" é que teve piada porque o resto foram argumentos repetidos sem qualqer surpreza.
è de uma tristeza " franciscana" tudo isto, é triste viver numa terra que só nos dá este triste espectáculo na politica que é um péssimo exemplo para os mais novos.
Eu que o diga...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Parlamento Regional.Tudo morno?

Tenho acompanhado com alguma atenção as noticias referentes aos trabalhos parlamentares e tenho reparado que quando não existe uma acção de escândalo e vergonha alguns jornalistas acham que os trabalhos foram mornos e sem interesse.
No entanto lendo e vendo com mais atenção, o que é que os "ditos" consideram "mornisse"? Propostas sobre os problemas das toxicodependências, fiscalização mais rigorosa a várias dependências governativas, passes para os estudantes, etc, etc...
Esta forma de fazer jornalismo é verdadeiramente o maior alimento de tudo o que de pior existe em termos de uma verdadeira informação que devia ser isenta e não tendenciosa.
Para alguns jornalistas a política só é válida quando faz espectáculo e quanto pior for, melhor. Depois são os primeiros a criticar armando-se muitas vezes em "virgens ofendidas", ou então em moralistas dos políticos, normalmente metendo tudo e todos no mesmo saco.
O mais incrivel é que existe uma grande proteção dos políticos a este tipo de actuação. falam pelas costas mas nunca criticam de caras porque depois têm medo de não ter cobertura às suas acções.
Talvez vá chegando a altura de uns e outros alterarem comportamentos porque o que está em causa é a liberdade de informação e tratamento numa sociedade que se diz democrática.
Estou a ficar demasiado séria...
As circunstâncias obrigam...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ontem Hoje e amanhã! PCP diz que teve, tem e terá sempre razão!

Este fim de semana alargado serviu de palco a mais um congresso, desta feita do PCP.
Foi incrívil ouvir algumas intervenções que de tão sectárias até parece que não vivemos em pleno século XXI. Mas o mais impressionante foi ouvi-los dizer que sempre tiveram razão e que vão continuar a tê-la no futuro.
Eu confeso que, talvez por ser pequena, engano-me tantas vezes e tenho a certeza que vou continuar a cometer erros, mesmo depois de crescida, pois está provado que só não erra quem não vive, os mortos é que se safam fiquei estarrecida com esta conclusão.
Será que os militantes do PCP estão todos mortos, do ponto de vista filosófico, claro está? Será verdade que não se arrependem de não se aliar às outras esquerdas para conseguir mais vitórias para quem precisa? Será que realmente acreditam naquilo que disse a Odete Santos que só resulta enquanto dura a intervenção e que depois passa à história, como ela própria?
Acho um verdadeiro desperdício passar 3 dias num congresso e a mensagem que passaram é que continuam a ser dos maiores sectários que a esquerda tem em Portugal.
É pena! Todos os que querem uma mudança perdem, e isso é triste...